PAPO DE BARDO: Como a publicidade eleitoral mostra a diferença entre politica e politicagem.


Como agora é época da eleições, temos que atentar ao nosso voto. Andei pensando nesse assunto seriamente, pois não gosto muito de discutir sobre politica, pois me irrito facilmente, mas para colocar algo no blog sobre politica é porque senti que existe algo realmente errado nisso.




Andei vendo o horario eleitoral gratuito e percebi algo interessante, uma leva dos candidatos me pareceu coesa e suas tecnicas de abordagem ao eleitor e propostas me pareceram boas o suficiente para que eu pesquisasse mais sobre os candidatos, o problema é que muitos outros me decepcionaram completamente, simplesmente pelo fato de usar de um metodo tão diferente, sem conteudo, e ainda assim conseguir milhares de votos.


Para começo de conversa vamos estabelecer o seguinte:

1 - Qualquer opinião expressa aqui é somente minha e não de todos os colaboradores deste blog.

2 - Qualquer apologia politica a candidato A ou B é meramente uma critica a abordagem publicitaria do mesmo e não ao candidato em si o ao partido.

3 - Qualquer pessoa que discorde ou se sinta ofendido com a opinião seguinte pode se expressar atraves dos comentarios ou nos contatar.


As campanhas publicitaris eleitoreiras me parecem um tanto equivocadas, principalmente as dos partidos mais populares, algumas chegam a ser ofensivas ou humoristicas. O lado bom desta eleição é o fato de muitos candidatos, mas em minha opinião somente candidatos a governador, possuirem uma aparente boa indole e projetos coesos e inteligentes.


Para exemplificar temos a diferença entre o que realmente é a politica certa e o que é a politicagem brasileira, acredito que muito disso é graças ao marketing partidario que vende voto, ao inves de ajudar a criar uma imagem seria dos candidatos, mas claro que os proprios candidatos devem ter a palavra final sobre suas campanhas.


Um exemplo de campanha que demonstra propostas é a do candidato Celso Russomano, do candidato Skaf e do candidato Feldman. O primeiro pretende a cada programa de seu curto espaço de tempo na midia televisiva trazer um morador de cada bairro que previamente identificou os problemas do mesmo, para no programa apresentar as soluções para aquele bairro. Eu considerei uma ideia audaciosa e um tanto quanto duvidosa, mas é um meio interessante de abordar uma politica séria.


O segundo e terceiro candidatos citados acima trouxeram uma sugestãoq ue é uma tendencia a fugir da corrente prisioneira que é a legislação eleitoral. Por possuirem tempo muito curto para propostas, ambos os candidatos convidam a debates on-line ao vivo ou propagandas liberadas em seus respectivos sites com propostas mais elaboradas. Afinal com 1 minuto ninguem é capaz de demonstrar tudo o que queria, enquanto que os grandes partidos tem quase 30 minutos para elaborar uma proposta coesa, o que não vemos acontecer.


Ja o lado ruim da coisa é a politicagem efeteuada. Os grandes se apoiam na muleta de sua reputação, poder e veiculação, assim utilizando de suas vastas horas de propaganda (que deveriam ser divididas igualmente, democracia meu filho!) e recursos quase ilimitados (de terceiros que se interessam em receber o favor depois) para conquistar o voto com a dita "musiquinha"(CHEGA!), apelos emocionais (cristão vota em cristão e corintiano em corintiano), apelo a origem humilde (agora virou moda ser afanalbeto... digo! analfabeto!) e o partidarismo de muitos (malufistas de plantão?).


Um exemplo disso ainda no ambito de governo estadual é a propaganda de mercadante. Não porque queira depreciar sua carreira, mas sua abordagem parece um show do high school musical, com musica, pessoas dançando felizes, lagrimas nos olhos de crianças que reavivem a esperança. É um apelo emocional inconfundivel, mas sua campanha não é a unica equivocada. Mesmo os partidos menores apelam para a mesma muleta, como o PCO e o PSTU, com aquela sensação de revolução francesa das passeatas e caras pintadas.


O fato é o seguinte: nessas eleições vemos muita discrepancia nas abordagens, com candidatos que estão la apenas para arrebanhar votos ao partido, como tiririca ou netinho, enquanto outros possuem propostas que são totalmente irracionais ou radicais demais para nossa realidade. Os poucos candidatos que se salvam, (e poucos mesmo, pois mesmo os quais aqui citei ainda não possuem meu voto) acabam sufocados pelos interesses do partido e submissos a suas "estrategias politicas".


Resumindo nãos e deixem levar pela propaganda politica na tv e radio, procurem as propostas nos sites dos candidatos e o retrospecto do candidato e partido. Enquanto não escolhermos bem os jogadores não teremos um time que joga sem roubar. Espero não ter saido da postura imparcial que é o intuito primario desse artigo e espero que quem ler este mesmo possa pensar um pouco mais sobre o que realmente acreditar na politica antes de votar.


PS: Só para constar eu me acho que meu voto será nulo para presidente pois todos eles estão imersos em politicagem, com ou contra a sua vontade. Ja para governador e o resto dos cargos tenho minhas opções, mas ainda possuo certo receio nos motivos e poderes que ampararão para tais propostas, afinal está cada vez mais dificil escolher alguem decente, principalmente com tanta musiquinha rolando por ai...
PAPO DE BARDO: Como a publicidade eleitoral mostra a diferença entre politica e politicagem. PAPO DE BARDO: Como a publicidade eleitoral mostra a diferença entre politica e politicagem. Reviewed by Vileblade on 20.8.10 Rating: 5

2 comentários

  1. Infelizmente o povo ainda não sabe votar como se deve, prefere votar em cantores, atores, gente famosa, que não sabe o que fazer quando chega ao "puder", mas no fim do mês ta lá pra receber seu salário (pago por nós).

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  2. E pelo jeito que as pesquisas andam tirirca será eleito

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