Diario de Campanha - A noite do assassino implacavel...

(esse ta bem parecido, só tirar a mascara do esqueleto do he-man)
Ah caros amigos! Que belo dia que amanhece nestas planícies de terras tão assoladas! Um sol belo como este e um ar tão puro até me faz esquecer para que viemos aqui, nesta terra de ninguém. Bom, para começarmos bem o dia, que tal continuarmos com aquela história que vós contava? Isso meu rapaz! Bem lembrado! Os dias antes da grande batalha de Anatólia. Se não me engano paramos no dia logo após o duelo...
O duelo rendeu muito para o agora capitão da milícia. Ganhara prestigio entre alguns soldados, ganhara a aposta da contenda da taverna, ganhara a espada “Dente de dragão” e o mais importante: Ensinara a aquele bufão a lição que merecia! Entretanto as feridas do duelo ainda o assolavam, apesar de sua vitalidade descomunal. Claro que seu pai adotivo lhe demonstrava um misto de orgulho e reprimenda por tal ato, mas o parabenizara ainda mais por ser ele o escolhido de Anatólia para uma operação que reúne especialistas de todos os cantos do bom reinado dos Irmãos Moundtop, Charles, o grande e David, o Justo.

4 dias depois suas feridas estavam praticamente curadas, espantosa recuperação. Já não se ouvia mais falar de problemas na cidade devido ao contingente de 7legiões que ali estavam, talvez este duelo tenha mostrado aos desordeiros qual é sua punição. Mondragon acampava em um posto avançado, apaziguando a situação. No 9 dia ao inspecionar as tropas Kavenagh se depara com o jovem Sam que pediu dispensa para receber seu primo que viajou léguas para chegar a Anatólia. Kavenagh só vê ao longe uma figura de baixa estatura, um metro e meio apenas, de andar ágil e esquivo, conversando tranquilamente com o mesmo, mas seu rosto estava encoberto por um grande capuz.

O poente se aproxima e Kavenagh aguarda a esperada reunião. A reunião só é de conhecimento de seus envolvidos, então todo trabalho regular fora feito sem a menor supeita de envento algum. Ao entardecer Kavenagh adentra a sala de reunião, onde esta Komodoro Maxim, austero na cabeceira tendo ao seu lado esquerdo este humilde bardo que vos fala, Lucius e a direita o imponente paladino Raldor. Kavenagh adentra a sala e percebe dois guardas em cada canto da mesma, Sam e Will, impedindo a passagem de qualquer soldado desavisado. Quando procura sua cadeira ao meu lado percebe os outros do conselho. Sentado ao lado de Raldor estavam o imenso bárbaro Krusk e para sua surpresa o mesmo homem de baixa estatura, um jovem com olhar matreiro, cabelos impecavelmente aparados e expressão desafiadora, seu nome era James, James Whitlespoon, primo de Sam Whitlespoon.

Neste momento a reunião se inicia e o problema é exposto. De acordo com as mais confiáveis fontes, em 7 dias um dos comandantes da horda mais importantes trará um tropa de vanguarda que possui diversos aliados próximos ao campo. Separados estas tribos bárbaras individuais são nada, mas unidas sobre seu comando elas podem transformar o campo de batalha em uma derrota, ou em um massacre. A chance de vitoria contra os já numerosos combatentes da horda depende de um grupo de especialistas que possa ser silencioso e auto-suficiente em um nível capaz de capturar ou assassinar este comandante. Seu ponto de encontro é em uma fortaleza abandonada, existindo varias rotas possíveis.

Eu particularmente sugeri viajarmos através da floresta da nevoa, uma floresta tida como amaldiçoada, ocupada pelo povo das fadas que odeia todos os descendentes dos colonizadores que as expulsaram de suas terras para construir muros e castelos na sacra mãe terra, é um caminho rápido, mas perigoso, e afinal fadas adoram a musica de um bardo! Outro caminho possível considerado pelo polido Raldor é através da margem do rio de Anatólia, o grande véu d’água, que atravessa todo um continente. Este caminho é fácil e rápido, mas de acordo com Komodoro provavelmente estará bem guardado por tropas inimigas. Krusk sugere contornarmos o bosque das fadas e seguirmos floresta a dentro após atravessarmos o rio surpreendendo os inimigos pela retaguarda, mas todos concordam que é impossível chegar la a tempo. Eis que Kavenagh e Sam sugerem o caminho que tomamos: a rota de exatos 7 dias através das montanhas, para um desfiladeiro que termina diretamente ao lado da colina onde o antigo forte se encontra. Caminho inusitado e desconhecido, que pode se provar o menos perigoso.

Ao fim da discussão fomos apresentados ao autoconfiante James, conhecido em Jade, a capital dos elfos e berço dos ancestrais de nosso imperador, como a Flecha da Luz. Tal alcunha se deve a sua extrema habilidade, habilidade essa que vimos ao sairmos da reunião quando ele devolve ao comandante Kavenagh seu distintivo de soldado que havia retirado assim que o cumprimentou. Realmente espantoso! Tanto é que até decidi sempre olhar meus bolsos e alude antes de cada sono ao lado dele.

Partiríamos no dia seguinte, foi então que um mau agouro se abateu sobre nós. De acordo com Mata-Ogro, já era noite e Krusk felizmente decidira dormir no chão do quarto de seu amigo para conversarem mais sobre tempos passados e boas risadas. Até que Krusk pressente algo, algo de muito ruim. À contragosto do mesmo, Krusk obriga Kavenagh a empunhar sua espada e escudo e mesmo de ceroulas se dependurar do parapeito da janela para não serem vistos no quarto. Somente a vontade divina explicaria isso ou um ouvido aguçado de quem já viveu anos, sozinho em florestas. Foi então que ouviram os passos sorrateiros e o desembainhar da lamina, alguém praguejava e corria para não ser visto. Ambos dependurados saltaram para dentro e correram atrás do assassino.

Krusk investia ferozmente e com um salto derruba o vilão, mas antes de tocar o solo ele se apóia com as mãos se estabilizando o suficiente para continuar em guarda, armado e pronto para o combate contra dois guerreiros sem armadura. Kavenagh dizia nunca sentir tamanho calafrio ao olhar para seu algoz. Ele estava de manto com capuz roxo, não tinha um dos olhos usando um tapa-olho no lugar do mesmo, era de estatura mediana, mais baixo que os dois gigantes, mas era tão forte e robusto quanto os mesmos.

Ambos investiram em uma serie de ataques, mas o enviado possuía duas espadas curtas que rodopiavam habilmente bloqueando seus ataques por completo. O que mais assustara Kavenagh fora a precisão robótica com que lutava, ele sabia sempre onde o poderoso bárbaro atacava e sabia onde bloquear, bloqueando a força descomunal do gigante com apenas uma das mãos. O assassino revida ferindo ambos superficialmente, o suficiente para enfurecer Krusk que se atira como um urso faminto contra sua presa.

Kavenagh custou a acreditar que sobrevivera, pois por muito pouco conseguira deter o assassino. Seus ataques resvalavam em uma cota de anéis por baixo do manto e mesmo combinando seus ataques não feriram gravemente o algoz que cada vez mais minava suas forças. Quando o cansaço chegava ao seu ápice e Krusk já parecia não suportar mais o peso de seu machado grande, Krusk decide um ataque desesperado que quase da certo, negado pela acrobracia do invasor que usa um salto mortal para desviar do machado. Durante este ato, Kavenagh finge atacar o guerreiro ainda no ar, este se desvia sem olhar para trás com as mãos no chão, mas o engenhoso Kavenagh, gira o corpo e acerta sua espada no meio do peito do hábil assassino que voa por mais de três metros, salvo apenas pela sua agora destroçada armadura.

Ao ver seu próprio sangue o assassino conjura algo ininteligível para ambos, Krusk ainda tenta agarra-lo mas uma nuvem negra se forma em volta de ambos e Krusk desmaia, enquanto nenhum sinal do assassino fica para trás, somente seus farrapos e um símbolo de o Olho de Gruumsh que caiu de uma corrente em seu peito após tamanho ataque.

Ao ser indagado sobre suas condições, Krusk apresentara uma repentina amnésia, não entendia o porque de estar machucado e esgotado e porque estava ao relento armado e sujo de sangue. Kavenagh percebera que a nuvem não era mera distração, mas uma forma de garantir um efeito surpresa anterior, se não fosse por sua sagacidade de se afastar da nuvem não saberíamos deste episodio jamais.

No fim das contas não tivemos sequer tempo de relatar isso ao comandante, o mesmo já partira pela noite. Portanto nos preparamos para a longa viagem, poderia continuar, mas deixarei a viagem para outro dia. Agora fico pensando onde poderei arranjar o meu desejum companheiros?

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