Diario de Campanha - O Duelo...

(Um duelo sempre deixa as coisas mais emocionantes...)

Continuando os relatos sobre a campanha a qual eu me dei trabalho de anotar os fatos e descreve-los aqui, quem sabe alguem não se inspira para uma sessão ou alguem decide participar tambem?

O inimgo ja se aproxima, 10 dias para que uma missão especial seja revelada, mas o que acontece em anatolia nesse meio tempo? Os exercitos aliados ja chegaram à cidade? Respostas essas que se encontram neste e nos proximos capitulos...



Diario de Campanha - O Duelo...
Na alvorada de outro dia, mais especificamente três dias depois, eu, Lucius me encontro com este guerreiro o qual conhecem como Mata-Ogro e fico a par desta história. Krusk já estava bem, é algo espantoso de se ver a vitalidade deste meio-orc, só não mais que sua fúria em meio a uma batalha, eu mesmo logo que o vi combatendo enfurecido resolvi me afastar, com medo de ser mais uma vitima acidental de seu machado grande de batalha. Eis que caminhávamos pela cidade, agora abarrotada de soldados e ferreiros, quando vemos uma lustrosa comitiva chegando à cidade, então, novamente me surpreendi com a audácia deste homem, o Mata-Ogro.

A comitiva trazia o duque Mondragon, Diego Mondragon. Um burocrata de barba grisalha que ostenta o poder da riqueza de seu feudo e família para todos, se achando superior até mesmo ao imperador, sua riqueza vem de seu tataravô que se apoderou do tesouro de um poderoso dragão negro. Sua comitiva trazia soldados mal alinhados em lustrosas armaduras que pagariam uma centena de cavalos, enquanto ele vinha em seu corcel vermelho, vindo de terras distantes, em uma armadura completa de batalha, mas sem manopla, simplesmente para exibir enormes rubis incrustados em seus anéis.

Kavenagh fica exatamente no caminho da comitiva, Mondragon o olha com certo desprezo e então solta sua vil língua:

- Então Komodoro enviou um de seus soldados para receber o Duque?
- Não fui enviado por ninguém, vim apenas perguntar por que um guerreiro armado para uma guerra abandona sua manopla de combate para ostentar anéis que apenas serão úteis quando saqueados de seu cadáver. Replicou desafiadoramente Kavenagh.
A face do duque fica rubra como seus rubis, mas logo retoma o controle, nãopodia perder o controle em frente aos seus.
- Ousas zombar de Mondragon? Pois saiba que não tenho tempo de responder a escória, deixarei que a horda negra responda por mim à sua ladainha sem sentido. Agora saia de meu caminho.

Pois então a comitiva segue em direção ao quartel enquanto nós três nos encaminhamos para a taverna mais próxima para um pouco de conversa, bebida e quem sabe também musica?

Ao chegarmos à taverna, nosso companheiro de milícia Sam aparece e nos juntamos a um jogo de cartas com bebida e um pouco de musica. O dia estava saindo uma bela festa até o momento que quatro dos homens de Mondragon adentraram a taverna, dentre eles seu capitão, Sir Caldwell, um homem imenso, com um sorriso fanfarrão de deboche a todos. Logo assim que sentaram já começaram confusão com o taverneiro por não gostarem do atendimento.

Kavenagh se irritou com tal feitio, quando sugeri ao mesmo darmos uma lição ao fanfarrão, pois sabia qual era seu ponto fraco, bardos sempre sabem o ponto fraco das pessoas, o dele era simples: apostas! Eis que chego à mesa do mesmo e sugiro um jogo de dados. Dois números de 2 a 20, aquele que acertar um deles na soma de dois dados de 10 faces vence. Gradativamente as apostas forma aumentando. Primeiro apostei 10 moedas de ouro, uma quantia considerável, rebatidas por ambos, até que Kavenagh apostara 40 moedas de ouro, a contra gosto de Caldwell, que seguira na aposta confiando em seus números relativamente estranhos: dois e três. Quando chegamos à décima sexta rodada o fanfarrão tira a sorte grande ganhando todas nossas moedas de ouro, uma quantia considerável, capaz de alimentar um homem por meses. Mas sugeri então a aplicação da velha lei das apostas, o dobro ou nada. Caldwell aceitara, podíamos ver a ganância em seu rosto. Até que na décima rodada Kavenagh vencera a contenda retirando um sete nos dados, para desespero de Caldwell que sequer possui a quantia de moedas necessária.

Esta pequena contenda termina com a fúria do homem que vira a mesa e provoca grande comoção dentro da taverna. Kavenagh nesse momento desiste da diplomacia e desafia o mesmo para um duelo, assinado por ambos os comandantes, o método mais eficaz de finalizar contendas entre exércitos rivais, assim isentando a culpa dos comandantes.

O duelo ocorreu no dia seguinte. Amigos e que duelo! Ficara para a história esse dia. Caldwell como sempre apostador decide deixar as coisas mais interessantes, colocando com premio não só a contenda do jogo, mas também sua espada obra-prima, a Dente de Dragão, um fino trabalho de entalhe ao longo do fio de aço temperado, e como contra aposta a manopla de prata de Kavenagh, que reluzia no sol escaldante.

(Uma poderosa espada longa)


Com ambas as partes assinando o tratado emitido por ambos os comandantes, se inicia o duelo. Dente de dragão se mostra uma espada formidável, assim como seu dono. Caldwell inicia o combate com uma finta, já esperada por Maxim que investe com escudo e espada. Após a troca de alguns ataques Caldwell fere o ombro de Maxim que segura com dificuldade seu escudo. O combate segue com ocasionais arranhões por ambas as partes e ambos já ofegantes. Até que Caldwell investe e com um giro acerta em cheio as costas de Maxim, deixan-do-o aturdido no chão. O ferimento é grave e já empapava suas roupas enquanto Caldwell se vangloriava de sua proeza. Kavenagh Maxim se levanta com dificuldade e se prepara para uma investida desesperada. Caldwell se surpreende com a força de vontade do guerreiro, mas bloqueia com maestria seus ataques, até o momento em que se descuida e recebe uma estocada profunda na lateral do abdômen. Ambos os guerreiros feridos continuam de pé apenas com força de vontade. Caldwell sentindo-se desmaiar após tal ataque atira terra nós olhos de Maxim com sua espada e investe para uma ultima tentativa. Maxim mesmo desnorteado e cego instintivamente gira o corpo, e por Heironeus e sua justiça, consegue escapar do ataque e ainda acertar o nariz de Caldwell com o Punho de sua espada, deixando o no chão, admitindo sua derrota.

Nesse momento me dei conta que mais de 300 soldados assistiam a contenda e bradavam a vitória e o tratamento dos feridos. Antes de deixar o campo, Caldwell entrega relutante o premio e faz uma jura. Um dia irá se vingar...

Komodoro aprova o feitio de seu filho adotivo, afinal os Mondragon estavam causando muitos problemas e isso talvez mostre a eles que devem se comportar. Agora Kavenagh deve descansar, pois apesar de superficiais, seus ferimentos devem desaparecer o mais rápido o possível, pois faltam apenas 4 dias para a revelação dos planos de combate...

Pois vejam bem amigos foi assim que Kavenagh Maxim conseguira resolver um assunto de honra e ainda conseguir sua mais nova aquisição, Dente de dragão. Mas o ultimo dia antes do chamado fica para a próxima fogueira. Que Fharlanghn nos proteja nesta viagem para que possamos mais uma vez dividir uma boa história...
Diario de Campanha - O Duelo... Diario de Campanha - O Duelo... Reviewed by Vileblade on 25.8.10 Rating: 5

3 comentários

  1. Que Nimb role bons dados para você continuar escrevendo ... bravo

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  2. O pior de tudo é o jogador dizer o seguinte após vencer esse duelo dificil:

    Meu pj se encaminha para o inimigo caido e diz o seguinte - Quem é marreco agora?

    uhauhauha ri litros huauhauhah

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  3. ahuauhauhauauhua ... ai tira todo o foco

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