Histórias do metrô - Tsunami de Fúria

(Tsunami do tiete, alem de afogar ainda é toxica e acida. Corram para as colinas!)

Abençoados sejam todos vocês;

Fieis nerds deste lugar tão belo;

3 meses distante, mas voltei, agora de vez;

E finalmente o bardo retorna ao castelo!
Galera! Voltei!!!!!!!!!!!

[silencio depressivo mortal...]



Bom, decidi me dedicar mais ao nosso amado castelo que estava um pouco abandonado, pretendia voltar na segunda, mas um motivo que explicarei em meu artigo de terça feira da semana seguinte me impediu de utilizar a maravilha conhecida como internet... Me senti na epoca das cavernas... sem esse mundo virtual maravilhoso... sniff
[cometendo harakiri...]



Mas agora que estamos bem (graças a descoberta de um segredo da telefonica...), vamos falar de coisas divertidas, vamos retornar as histórias do metro!



Hoje como todos os paulistanos, tive problemas para chegar em casa graças a chuva do ^$*^&^* que caiu hoje, bem na hora de minha saida do trabalho, se não fosse graças a carona de minha coordenadora eu ainda não estaria em casa...



Mas o que me deixou mais abismado é que a violencia dachuva influencia na violencia dos animais de teta, conhecidos como seres humanos, homo sapiens ou macacos pelados. O engraçado disso tudo é que por mais que a pessoa grite, esperneie ou espanque a outra, a mesma ainda vai continuar no mesmo transporte que ela, então para que começar uma guerra se não pode se distanciar de seu oponente?


(Isso que é chover canivetes...)
Ao tentar entrar no trem, na estação itaquera, me deparei com a mesma rotina: Um bando de gente maluca que ve o metro vazio, mas não entra por que quer acomodar suas nadegas em um assento que não seja preferencial. Portanto tive dificuldades ao entrar. Logo atras de mim (e sem brincadeirinhas hein!) vieram dois seres aproveitando o vacuo que fazia para entrar. Entrei quase que cuspido pela massa de gente, bem como os dois, foi ai que começou a cena mais hilaria do dia:


Um dos animais, que estava todo vestido como malandrão, começou a gritar feito um louco com as seguintes palavras, na forma inculta é claro: "Vai introduzir um objeto cilindrico em sua cavidade anal! Seu descendente de uma meretriz! Meretriz que deu a luz! Para de me empurrar! Vou destroçar sua região facial!"



Claro que não foi assim tão bonito; eis então que o segundo homem, que parecia ser uma pessoa gentil, delicada e educada de 1,90; que vinha logo atras, olhou para ele bem no fundo dos olhos e falou com aquela voz de boxeador russo dos filmes do Silvester Stallone: Você ta falando o que de mim?



Gente o carinha gelou, gelou mesmo, o cara ficou com o mesma cara de inconformado, mas eu senti que se borrou todo. Provavelmente ele deve ter pensado "puta, fodeu! vou morrer aqui!". O outro cara ja tava bufando de raiva, pronto para partir para cima e transformar ele em pó de Kisuco, quando ele foi esperto e falou como se não estivesse com medo: "Não é você não seu maluco, é o outro cara la atras, olha lá!".



O grandão olhou para tras e foi embora e ficou quieto, eu quase que não seguro a risada, enquanto o malandrão se encaminhou para o outro lado do vagão (o mais longe o possivel do "novo amigo"), depois de respirar bem fundo e provcavelmente agradecer a deus. Isso me deixou assustado no começo, mas depois se tornou na melhor piada que vi no metro.

( se eu visse um bicho desses eu tambem me cagaria todo...)
Até a hora de ir embora tudo parecia bem, mas logo uma tsunami de raiva parecia tomar conta das pessoas devido ao montante de agua que caia do céu. Motoristas cortando outros, Onibus prensando carros, Motoqueiros flagelados nas avenidas e finalmente a expressão gritante do inferno (debaixo) da terra: O metro linha 3 vermelha, expresso zona leste, tren desgovernado, ou simplesmente flagelo da discordia!



Eu acho um absurdo o montante de pessoas que usam o metro todos os dias, é gente que não acaba mais! E sempre tem um mal educado (ou mal comido...) que acaba estragando o dia de todo mundo.



Infelizmente na volta, as coisas foram mais complicadas, pois fiquei indignado com um animalzinho que saiu do metro empurrando todo mundo, no carrão, quase matou duas mulheres, mãe e filha, sendo que ainda por cima chamou as duas de vacas e fez gestos obcenos, enquanto as duas respondia do mesmo jeito para ele. Todo mundo ficou chocado. Eu fiquei tão chocado que sequer entrei no vagão (se bem que não cabia nem um peido ali...), fiquei so ali vendo o idiota indo embora enquanto resmungava consigo mesmo.


Isso constata uma falta de respeito absoluto, se bem que hoje faltar com respeito é lei, pois quem faz as leis são um bando de palhaços (até tem um profissional agora!). O pior é que nem mesmo o transporte individual, no caso os carros, resolve esse problema, pois é necessario andar de bote em são paulo para poder chegar em casa (onde voc^e acha que o cesar cielo treina?), lamentavel mesmo.



Com isto fecho aqui esta historia de metro, meia violenta, meia protestante, meia humoristica, meia mussarella, meia calabresa... Entao todos com passaportes nas maos e ate a proxima!
Histórias do metrô - Tsunami de Fúria Histórias do metrô - Tsunami de Fúria Reviewed by Vileblade on 14.1.11 Rating: 5

7 comentários

  1. Bem Vindo de volta caro amigo .. e como sempre otimos posts!!

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  2. É bom estar de volta, e pelo menos dessa vez, vou postar mais regularmente, o problema é que minha internet está uma droga, e meu post de hoje (18/1/2011) vai mostrar por que ela esta uma bosta...

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  3. O mais legal é quando, após um dia exaustivo de trabalho, você pega um trem da linha azul ou verde e houve aquela voz do além dizendo: "ATENÇÃO, OS TRENS DA LINHA 3 VERMELHA ESTÃO CIRCULANDO COM VELOCIDADE REDUZIDA E MAIOR INTERVALO".
    Bom regresso Vileblade, abraços
    PMC.

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  4. Valeu Paulo, nada como estar de volta (contanto que a viagem não seja feita de metro...), o pior que essa mensagem que citou não é uma excessão mas sim uma ROTINA...

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  5. kkkkkkkkkkkkk o treco do tsunami é m ontagem pq o povo ta rindo --'

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  6. Phoda. A rotina diária é uma verdadeira merda que rende vários "causos" engraçados e com um infeliz e triste fundo de verdade.

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  7. Eu estava a pesquisar sobre tsunami (津波 em japonês) e deparei-me com as "Histórias do Metrô". Fartei-me de rir! Serviu para aliviar mais um dia aqui em Portugal, a tolerar uma tal de crise que mete os portugueses para baixo em plena primavera cheia de sol a prometer um verão du cara.....sem dinheiro mas não interessa, verão é verão e uma Imperial(Chope), "Fino" no Norte, aqui ainda é barata. Há mais de 22 anos que estou fora do Brasil e há mais de 10 que não vou a São Paulo, portanto, estou distante da rotina desta gigante e interessante cidade, do metrô (aqui Metro), etc.Valeu! O meu fígado ficou mais aliviado e agradecido. Aceitar estas desgraças que aparecem à nossa frente e fazer piada destas situações é a melhor forma de levar a vida. Não é para qualquer um! A sátira tá bem feita. Parabéns!

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