Histórias de metrô – Meu deus, onde está meu pâncreas agora?

(Onde está o wally?)
Olá galera que não tem dinheiro para andar de carro. Olá para você que trabalha nos confins de São Paulo e viaja kilometros por baixo da terra para ganhar uma miséria. Boas vindas as nossas histórias de metro, onde tudo o que não acontece na superfície, acontece em um túnel.



(Para quem não entendeu assista aqui...)
Hoje vamos falar de 3 coisas, deus, vendas e medicina Temas tão diferentes que unidos provam que o apocalipse não está tão distante.
Para começarmos quero que você, se estiver assistindo sua televisão neste momento, coloque sua Tevê, mesmo que seja aquelas tevezinhas de porteiro, no canal 16. 50% do tempo efetivo de programação são dedicados a duas coisas que podemos encontrar no metro: Comercio de coisas inúteis e pastores.
Imagine você estar em um metro e um pastor das boas causas vitoriosas da igreja triplamente universal do banco de deus supersayajin 12 aparece e começa a pregar no meio daquele aperto. Pense você estar ali naquele sentimento de comunhão, de espaço, e o cara vir falar para você que quem não vai a igreja vai pro inferno... É CLARO QUE VAI! Vai para o inferno do metro. Não dizem que o metrô é quente como um forno e lotado de gente, onde todo mundo sofre por tempo indeterminado? Bem, sinto que existe um dejavu aqui...

(Cadê o o bilhete meu filho! Cadê o bilhete Chessuis!)
Outra coisa que você pode encontrar muito em um metro é os polishops moveis, ou simplesmente os ambulantes. Apesar de existir uma lei contra a movimentação deles no metrô, ninguém realmente se importa. O resultado desta negligencia dos guardinhas é uma torrente de pessoas entregando os mais revolucionários produtos por bagatelas como os seguintes:


(Como o george foreman grill 360... Video game e churrasqueira em um só...)
Caneta turbo Double Laser – Para quem gosta de cegar os outros com uma caneta a laser, agora você pode cegar os outros com uma caneta com duas modalidades de laser diferentes...
O nova sensação da Nestlé – Nas mãos de um ambulante, qualquer moranguete se torna um apetitoso chocolate do mais fino toque de morango. Quem nunca viu um cara levando um suflair e vendendo o mesmo como que se você PRECISASSE de um deles? (Se bem que um caia bem agora...)
Alem disso, existe a alta probabilidade de você ser abordado pelos vendedores ninja a jato. Esses caras simplesmente passam voando por todos os bancos de um vagão deixando as balas com o preço colado (as vezes com durex) no lugar de cada ser que respira (ou não). Em seguida eles passam rapidamente (se bobear dando mortais e lançando estrelas ninjas) recolhendo balas ou dinheiro dos alvos. Se você não ficar esperto, pode ficar sem comprar o seu devido a maestria ninja dos ambulantes


(Isso realmente existe... não é brincadeira...)
Quem nunca desejou que o vendedor não conseguisse pegar todas as balas a tempo de chegar à próxima estação, eu já...?
Agora como dito vamos falar de medicina. Você já desmaiou no metro? Já viu alguém desmaiar? Bem, semana passada um cara simplesmente sentou no chão e apagou bem atrás de mim. O engraçado nesta situação e que você tem quatro tipos de pessoas neste momento:


(To com tanto sono... Acho que vou descansar um pouco...)
Os reportes sensacionalistas:
São aquelas tias que ficam gritando “ai meu deus, o moço desmaiou!” e alem de não fazer nada ainda ficam comentando com os outros sobre “o absurdo que é o transporte publico e o nosso cotidiano desgastante”.
Os especialistas
As melhores pessoas para se ter ao seu redor quando estiver de bobeira e resolver desmaiar. Eles são pessoas que não se abalam com a cena e sabem o que fazer para ajudar o cara (nada de meter a mão na cara para acordar!). Esse tipo de gente provavelmente já teve algum conhecimento de uma fonte confiável como o curso do DETRAN de primeiros socorros, medicina, fantástico ou Wikipédia.
O Superman de plantão
Esse é aquele cara que não manja nada de primeiros socorros, mas quando algo acontece é o primeiro a mandar o povo se afastar que ele resolve com a receita caseira da tia Cacilda... O pior é que tem um povo que ainda acredita neles e ajuda o idiota a fazer cagada. Um exemplo disso foi semana passada quando o cara desmaiou e inventaram segurar a porta do trem, arrastar ele pela estação e levar até os guardas o corpo inerte do cara...
O pratico
Este é o meu perfil. Quando percebe que tem aquele bando de gente voando em volta do coitado ele simplesmente aperta o botão do trem e sai na estação que já ia descer deixando para quem sabe, os metroviários, resolverem.


(Olá! tudo bem? em que posso ajudar? sabe, eu sou foda, deixa que eu resolvo...)
Mas pior do que perder a consciência no metro é perder o seu senso de gravidade e espaço. Tente estar em um vagão na estação Brás as 07:30 para ver como, incrivelmente, seus órgãos podem sim se deslocar dentro de seu corpo, permitindo a presença de duas massas no mesmo espaço.
Eu acho a maior qualidade desse povo é a persistência, como tem gente que não desiste nunca nesse país! Mesmo vendo que não há mais espaço, o cara insiste em socar o coitado na porta e provocar o efeito dominó dentro do vagão. O mais mágico é que ele consegue entrar! Claro que depois que a porta já foi aberta e fechada 10 vezes e 5 negos lutaram judô com ele pelo espaço tão valioso...
Para finalizarmos este artigo quase cientifico, peço para que jamais, jamais deixem que um animal de teta desses tente reanimar um enfermo (REANIMA ELE CHESSUIS!). Se possivel bote ele para dormir tambem com um mata-leão...
Grato a todos e boa viagem, o metro agradece.


Histórias de metrô – Meu deus, onde está meu pâncreas agora? Histórias de metrô – Meu deus, onde está meu pâncreas agora? Reviewed by Vileblade on 11.8.11 Rating: 5

2 comentários

  1. Logo teremos histórias dos monotrilhos, o pessoal de TIRADENTES CITY seguindo para PRUDENTE VILLE'S, se não tomarem cuidado é capaz do trenzinho cair la de cima.

    ResponderExcluir
  2. É verdade, isso sem falar nas histórias de bueiros terroristas explosivos no rio de janeiro...

    ResponderExcluir