Papo de bardo – Um muro invisível

 

Boa noite caros leitores, infelizmente fiquei muito tempo sem postar, mas cá estou eu novamente para refletirmos sobre a condição humana, que apesar de fascinante, por muitas vezes nos decepciona.

Este artigo que escrevo é mais para mostrar um pouco do sentimento que tem me entristecido me preocupando, debulhando em lagrimas (quase novela mexicana), um sentimento de impotência (não é aquela da pílula azul), sentimento esse que somente posso expressar escrevendo, tentando não dar ao artigo o verdadeiro tom de revolta que sinto.

Diariamente, críticos, especialistas em economia, política e comercio exterior, e outros tantos especialistas em p&#@* nenhuma, debatem sobre a situação sócio econômica do pais, afirmando que nunca na história desse pais (semelhanças?) o pobre teve tanta condição sócio econômica e importância no âmbito nacional (falei bonito companheiros do partido maracutaista?).

Realmente, tenho que concordar parcialmente, o pobre tem mais dinheiro e qualidade de vida (mesmo que o rico tenha enriquecido três vezes mais), mas o que me preocupa é que, e por mais que eu seja criticado, eu tenho que dizer isso: O pobre, em sua grande e esmagadora maioria, não sabe lidar com esse poder sócio econômico que ele adquiriu hoje, ou seja, continua pobre de espirito. (hora do tiroteio...)

Assim, na minha humilde opinião, o pobre cria para si mesmo uma "barreira invisivel", que apesar de possuir condições de subir, ele se separa mais ainda da elite e é ainda assim dominado (e sodomizado)


(O muro invisivel que criamos ao continuarmos pobres de cultura)

Tudo isso eu posso justificar com alguns fenômenos que tem ocorrido, principalmente nesta época de eleição, afinal os sinais estão ai, crianças fugindo da escola, virando bandidos, traficantes ou pior ainda, funkeiros (Corintianos), meninas saindo peladas, estilo (emanuele) na rua e senhores deputados trabalhando três dias por semana enquantonós nos f%@$% diariamente (sem trabalhar na augusta).

O poder de escolha (você prefere fezes, o excremento ou coco de cachorro sujo?)

Em São Paulo, pela primeira vez, vimos os índices de nulos+brancos+abstenções chegando a 30%. Eu considero isso uma vitória, uma vitória de quem percebeu que não adianta votar em candidatos diferentes, pois todos eles fazem churrasco no domingo juntos (e o molho barbecue sai do SEU BOLSO MANÉ!).

A questão é que infelizmente chegamos apenas a 30% e o que eu tenho visto, e imagino ser muito mais do que 30% da população votante, são pessoas votando naquele que crêem ser o menos pior, eu mesmo confesso que fiz isso tempos atrás, mas agora em minha humilde opinião vejo que isso é desperdiçar o poder de escolha que temos, nos conformando com o lixo que existe, disfarçado com siglas (bregas por sinal) das mais diferentes como PT, PSDB, MalufDB, PB do B (partido dos botanófilos do Brasil).

(Al-cachaçoni e sua protegida...)

Isso é coisa de gente conformada, que não sabe que agora com a internet e o ensino temos todo o poder de mobilização necessário para anular uma eleição, mas o tonto precisa escolhar aquele candidato que chamou o avô do outro de brocha por que ele tem “peito” para isso (se ainda fossem peitos...)

Dinheiro jogado no lixo (e não estou falando da sua casa...)

Mas as eleições já passaram e a urna (Merda) já foi contabilizada, mas não é só como poder de voto que temos pecado, nunca tivemos tanto dinheiro na família e tantas pessoas estudando e fazendo faculdade, mas apesar de existir grande parte de uma população que está batalhando por uma posição melhor nessa “terra dos bananas”, eu vejo cada vez mais jovens gastando seu dinheiro em carros, motos, celulares, festas, excessos dos mais variados, dinheiro esse que poderia estar investindo em si mesmo, construindo um futuro, não apenas sendo fluxo de caixa do bar.

Parece que a necessidade de impressionar os outros (sejam vizinhos fofoqueiros ou menininhas tontas) está consumindo todos os desejos e todo o dinheiro que essa nova classe media está alcançando.

(Assinado: Chico  Xavier)

Alem disso existe disseminado e enraizado (profundamente ao longo dos anos...ui!) na população brasileira a sensação de que podem tudo, de que todos os direitos e tudo é propriedade deles, de que podemos jogar lixo no chão, pichar as paredes, quebrar o metro, furar filas (não o do Pitta, esse já foi de fura fila pro inferno), costurar no transito, pois nada podem contra mim, pois nada afeta ele e ele paga os impostos (trouxa também) e pode querer isso.

Por isso e tudo mais reafirmo que antes de ganharmos mais, e eu mesmo faço parte dessa classe media emergente, devemos ser mais educados, devemos saber o que fazer com todo esse poder, porque não adianta nos unirmos contra quem faz lavagem cerebral com o povo, se o próprio povo não conseguiria pensar por si só.

Estou indignado com a selvageria das eleições, dos finais de semana com funkeiros que compraram moto na prestação ou roubaram, com meninas cheias potencial literalmente “dando” a vida para malandros, e principalmente de gente tonta que enche a boca para falar que tem dinheiro, que é culto e que pode tudo.


("Presidencia para idiotas" by Lula) 

Eu já sei que serei criticado por esta postagem, mas espero que os poucos que concordam comigo que sejam vigilantes com suas famílias e amigos e tentem disseminar o respeito que tanta falta faz nesta budeguinha de português que chamamos de Brasil.
Papo de bardo – Um muro invisível Papo de bardo – Um muro invisível Reviewed by Vileblade on 30.10.12 Rating: 5

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