Histórias do metro 6 – Expresso África do Sul

Hoje as tavernas de todo o Brasil estão cheias de assunto, pois foi jogo de nossa seleção. Este bardo que vos fala notou, em mais uma de suas andanças pelo metrô, que muitas pessoas mudam de atitude repentinamente quando dentro desse expresso feliz em clima de copa. Mas nem todos os peregrinos mudam para uma atitude positiva, muitos acabam por se rebelar contra sua nação e conterraneos, se utilizando de tecnicas estrangeiras para tirar proveito de situação.

Por isso, neste conto eu que vos falo, caro visitante deste castelo, vou lhes mostrar a semelhança entre as atitudes abusivas dentro do metro com os hogadores de diversas seleções conhecidas...

Boa viagem e vamos torcer pela final para a final ser entre Brasil e Japão (assim fica mais facil o Hexa...)

(Futuro trem do metrô para a copa de 2014)

Histórias do metro 6 – Expresso África do Sul

O Brasil é um país sensacional. Temos muitos recursos materiais e intelectuais. Temos a possibilidade de sermos grandes. Assim como no futebol, que é o melhor do mundo. O problema é que a grande maioria da população estraga a parte boa do brasileiro, principalmente em época de copa do mundo, onde ficam parecendo um bando de macacos, pois literalmente tem gente que não sabe torcer.

Para que entendam melhor vamos falar um pouco do que acontece com o metro em época de copa do mundo, mais especificamente no dia do jogo da Coréia do Norte (onde é pregado o comunismo) contra o Brasil (onde é pregado o Bundismo e o Enrolismo).

Para começar, logo pela manha parece que o metro está com um expresso direto para copa, pois assim como o ônibus brasileiro, o Brasil inteiro está ali dentro. Estava simplesmente abarrotado, isso por que estavam funcionando com 100% da capacidade, e para conseguir entrar, novamente, me encaminhei para o extremo da zona lost, divisa com o inferno, ou simplesmente metro Itaquera.

Chegando ao dito cujo, começo a perceber que a ansiedade pré-jogo parece afetar o povo também, aflorando na população, feminina e masculina, os mais primitivos sentimentos. Para que entenda melhor, simplesmente todo mundo fica mais folgado, sendo que muitos começam a assimilar praticas de alguns jogadores de varias seleções. Vamos analisar um pouco.

Para começar tentei entrar no vagão, mas como vi que estava muito cheio (novidade...) esperei o próximo. Fui o único a ficar naquela parte da plataforma, até que uma outra leva de pessoas (ou gado) chega. Então vem a primeira pratica: A Marcação Uruguaia.

A Marcação Uruguai, técnica favorita do zagueiro Lugano (e obviamente utilizada pelos Uruguaios e Zagueiros do Curintia), consistem em sempre se manter exatamente a frente do jogador, obstruindo espaço e reduzindo seu tempo de reação com o uso de seu cotovelo que estrategicamente deve se acomodar entre as costelas do jogador marcado.


(Lugano ensinando sua tecnica favorita ao companheiro de equipe)

Foi o que aquela digníssima senhorita (aquela gorda do...) fez. Colocou seu incisivo cotovelo em minhas costelas, me deslocando para sua direita, enquanto ocupava todo o espaço a frente da porta. Eu poderia ainda entrar antes dela se não fosse pelo uso da técnica, proporcionando dor lasciva, causando um retardo de 0.8 segundos no tempo resposta, suficiente para a entrada daquela pessoa agradável (ainda uma gorda do...). E para completar reclama da falta de educação das pessoas. Claro que isso faz parte da técnica, quando o zagueiro reclama para o juiz do atacante.

Já dentro do vagão, procuro um belo espaço e faço minha zona de proteção, ou seja, firmo meus pés e me estabilizo consistentemente (“Daqui não saio nem a pau!”). Pois é daí que descubro outra semelhança com técnicas futebolísticas: A dominação de espaços.

Existem dois tipos de dominação de espaços. A primeira é a Tomada de Bola Sérvia. Conhecida pela envergadura de seus jogadores o sérvio simplesmente corre em linha reta, deslocando os outros jogadores com seu equilíbrio superior (trombando feito um rinoceronte branco). Foi isso que o descendente de uma meretriz fez: entrou no vagão utilizando da força (e ignorância pura), para firmar seu espaço e manter o mesmo.

A segunda técnica foi utilizada contra minha pessoa: A Invasão Cadenciada Sul-Coreana. Consiste em lentamente ocupar todos os espaços, dominando o adversário, sufocando o mesmo. Foi o que um amigão (nem quero comentar esse...) fez: Estava eu em meu lugar, sonolento, e ao meu lado uma mulher, amiga dele.
Ele que estava atrás dela, achou que minha posição era mais interessante, cobiçava meu espaço (olha o que a ganância faz gente...), então começou o plano. Primeiro a mão segurando na barra começou a tomar espaço e empurrar a minha. Depois o pé deslizando (parecendo o Michael Jackson) empurrando o meu, lentamente dominando o espaço, como um marcador na espreita, esperando uma abertura para pressionar o outro time.

Foi então que resolvi fazer o mesmo que o atacante Robert Vittek da Eslovaquia (um dos melhores do mundo) fez no jogo contra a Nova Zelândia: Ficar parado, estático, como um poste, e dali não sair e ainda apanhar. E funcionou. Até a hora em que um estabanado que nunca tinha entrado no metro colocou a mão na barra de ferro, mas se esqueceu que minha cabeça estava no caminho.


(Me senti igual ao Robert Vittek que está de azul na foto)

Mas fora isso, vamos à próxima técnica (que não é bem uma técnica): O Ataque Grego.

O Ataque Grego consiste em o mais rápido possível chegar ao gol, assim como as pessoas fazem no metro quando estão andando pela estação ou subindo as escadas. O problema é que assim como os gregos durante o jogo, as pessoas ficam confusas e repentinamente desviam daquilo que parecia ser um a trajetória segura e resolvem mudar de direção, só que sem olhar para os lados e bruscamente, obrigando minha pessoa (e você também) a andar com o freio de mão puxado (em câmera lenta) olhando atentamente ao redor para não tomar uma dividida de bola grega (similar aos Sérvios). E o pior é que fazem isso nas escadas também, provocando acidentes graves.

Bom, isso tudo foi o caminho para o Anhangabaú. Após um belo dia de trabalho a volta para casa foi cheia, mas em níveis aceitáveis. Fora o fato de ter encontrado com duas velhinhas malucas (que fica para outra história), tudo foi normal, até o dia de hoje, pós-jogo.

Entrando no metro de Itaquera vejo mais duas técnicas. A primeira é a proteção de bola Alemã. Na hora de entrar no metro sempre tem um mentecapto (ou animal de teta) que coloca a mão (pata) na porta e não entra, bloqueando a passagem dos outros. Fiquei abismado com a semelhança com que os jogadores da Alemanha protegiam a bola dos Argelianos. Isso mais a próxima técnica foi o que me moveu a escrever esse artigo.

Educadamente dei passagem aos companheiros de estação e esperei o metro seguinte. Foi então que me senti assim como a seleção brasileira que sofreu com a técnica da Cortina de Ferro Norte Coreana.

Simplesmente outra senhorita bem apessoada (outra gorda do...) que estava muito atrás de mim naquele aglomerado de gente (gado), passou minha frente se utilizando da técnica Uruguaia, se agarrou na barra de contenção e ocupou todos os espaços (para ela era fácil fazer isso, e olha que eu também não sou la um miss universo e estou dizendo isso).

Assim como a seleção brasileira, não tinha por onde me infiltrar e conseguir meu objetivo (no meu caso entrar e no do Brasil golear). E o pior é que a pessoa (usei pessoa para não desmoralizar este blog com palavras de baixo calão) ainda fica olhando para trás, disfarçando, olhando feio para os outros que ela também bloqueou, uma atitude terrível.

No fim das contas ambos conseguimos o que queríamos e eu mesmo sem usar de métodos escusos consegui entrar e ainda por cima viajar sentado. E pasmem, o cara continuo fazendo a técnica alemã, apanhando nas costas, mas ainda assim não desistindo de bloquear todo mundo, será que ele é pago para isso?

Bom, para terminar vou falar de outra coisa da copa que não é uma técnica, mas já presenciei diversas vezes: O celular de Vuvuzela.

Não confundam com a própria vuvuzela, nem com o aplicativo que imita o som da mesma. Nesse caso é aquela garota ou aquele rapaz, cara de funkeiro, ou de maloqueiro, que possui um celular de ultima geração que custou 7 vezes o salário dele, com uma potente caixa de som. Esse bendito celular é preenchido pelo dono Eqüino com as piores manifestações sonoras possíveis (pois não podem ser chamadas de musicas ou toques polifônicos).

Para terem uma idéia do que passei, a menina coloca para amiga toda a lista de toques do celular, as 7 da manha, começando com o Fred Mercury Prateado do Pânico gritando, passando para o latino, Funk de alguma putaria, Funk do solta essa p..., em seguida toques com risadinhas escrotas e vozes dignas do mundo canibal (capazes de enlouquecer se não consumidas com moderação) para desfechar com Deja Vu (aquele forró extremamente repetitivo).

(Evolução do Funk ao longo dos anos)

O mais incrível foi o que me irritou de vez, quando ao chegar ao túnel a moça passa o celular para o radio, para explicar para a amiga que não capta o sinal no túnel, provocando um chiado estridente. Aqueles foram os piores 5 minutos de minha vida, onde tive que conter minha fúria primitiva para não matar a fonte de meu incomodo.

Vocês viram como a copa do mundo transforma os brasileiros em patriotas (o que é ótimo) ou em macacos (o que é péssimo, mas comum). Então aguardem que ainda tem mais dois jogos e muito metro pela frente ainda...
Histórias do metro 6 – Expresso África do Sul Histórias do metro 6 – Expresso África do Sul Reviewed by Vileblade on 16.6.10 Rating: 5

9 comentários

  1. Creio que o Brasil tem um grande potencial para participar dos campeonatos de Futebol Americano e Rugby.

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  2. Concordo com o PMC ... dó de você ... ainda bem que agora eu trabalho a 20 mins de Casa

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  3. O bom é que voce sempre tem assunto para comentar... agora o povo reclama que rugby é violento, mas ninguem reclama do futebol brasileiro que é mais violento ainda...

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  4. O Futebol brasileiro não é violento ... é que tem os cai cai tipo neymar ai vcs acham que os zagueros são violentos ... vide Domingos da Luzinha .... mas o que isso tem a ver com a postagem?

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  5. Pior que não tem muito a ver não, mas vale lembrar que as atitudes em campo influenciam fora do mesmo, como as brigas em estadio. Espero que na copa 2014 ninguem faça isso, se não o brasil fica pior do que ja esta la fora.

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  6. Realmente o jogo do Brasil causou um problemaço no metro de manha, agora as 20:30 quando eu voltei do trablho. NOSSaaaaaaa dava pra sapatear dentro hehe. Agora eu quero sim q o Brasil va para a final, não precisa nem ganhar o jogo, mas pelo mesmo eu tenho as horas do jogo de folga. aushuahsuahushauhsuhas

    Ps. As duas tiazinhas fanaticas estavam muito engraçadas,mas fica ai uma outra serie de conversa de fila. uashuahsuahsuhasuhasu

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  7. o carinha da marcação alemã é normal nem foi pago pra nd...


    ganahndo ou erdendo os alemães nunca mudam sua postura dentro do campo então, o cara deve ter sido ou é volante ou zagueiro na vida futebolistica(amadora de fins de semana)...vai entende


    AHUHAuahuahuahu

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  8. Zaga alemã: Metersacker, Metzelder e o novo integrante contratado do metro brasileiro o Metsoco... (Piadinha de Stand-up...tee-hee)

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