Diário de Campanha – Começa a lenda do Mata-Ogro

Olá companheiros de taverna! O bardo Vileblade vem a vós contar uma lenda que tem percorridos os quatro cantos do reino de Toril. Do distante vilarejo de Anatólia, na longínqua província de Anatólia vemos a ascensão de um herói capaz de mudar o rumo de uma guerra, conheçam agora Kavenagh Maxim, mais conhecido em todo o reinado de Toril como o Mata-Ogro.
(Essa história é ambientada em Dungeons and Dragons 3.5 em nosso mundo personalizado, originalmente uma aventura solo que se transformara em uma grande campanha. Nos proximos capitulos trarei as fichas dos personagens...)


Diário de Campanha – Começa a lenda do Mata-Ogro

Aqui quem vos fala e Lucius Gullart, emissário do conde David O justo, imperador de Jade. Eu um mero bardo viajante, em tempos de guerra acabei vindo parar neste posto tão importante, mas minha história não é importante agora, comparada a do homem que lhe vou apresentar. Seu nome é Kavenagh Maxim, agora capitão da milícia da pequena cidade de Anatólia. Um menino órfão encontrado ainda bebe escondido em meio aos escombros de uma cidade atacada pela maldita horda da aliança negra pelo bondoso comandante dos exércitos aliados Komodoro Maxim. Sua história me foi contada por um de seus companhieros, um jovem temeroso, mas leal e valente quando necessario, como mero espectador posso me esquecer de detalhes, mas a essencia é o que contará.
Já com seus 22 anos de idade Kavenagh se destaca pela maestria em todas as artes da guerra e pela habilidade de sobrevivência inata, desenvolvida durante fugas floresta adentro quando jovem junto de seu maior amigo, Krusk um meio orc que vivia solitário na floresta, seu tamanho, 1,90 de altura e seu fisico o ajudam no combate nas mais diversas areas, enquanto sua experiencia acompanhando seu pai adotivo em diversos campos de batalha, faz dele um guerreiro formidavel.
Tudo começa quando a aliança negra vence mais um combate contra as divididas forças do reinado. Nada parece ser capaz de deter o infame Baldor do machado negro e suas hordas malignas. A pequena cidade de Anatólia se vê centro da reunião de diversos exércitos de nobres justos ou não que fazem um esforço comum para impedir a invasão de tal horda através do estreito do vale de Anatólia.
Kavenagh é destacado então para investigar misteriosos sumiços de comerciantes e viajantes nas redondezas de Anatólia, para assim manter a ordem para a chegada dos nobres guerreiros da resistência e suas 7 legiões.
Como subordinados Kavenagh recebe os dois soldados da milícia, o temeroso Sam e o simpático Will. Ambos companheiros de dever.
Após uma investigação a cena de um crime relatada pelo único sobrevivente Kavenagh graças a sua habilidade de sobrevivência em florestas encontra uma trilha recém criada em direção a floresta a dentro, após algumas horas de caminhada desembocando em uma caverna.
Kavenagh se aproxima da caverna mas logo percebe uma irregularidade no solo. Dois buracos grandes foram criados diante da entrada, deixando apenas um espaço de 30cm para a passagem, estrategicamente posicionado para impedir a entrada de intrusos. Ciente da presença do inimigo, furtivamente os três adentram a escuridão do ambiente.


Com mais de 6 metros de circunferência a caverna cheirava a podridão e algo com vinho estragado. Logo os três ouvem uma conversa ao longe em uma língua rude e totalmente desconhecida. Até que da escuridão uma flecha é disparada. O instinto do Mata-Ogro leva o escudo a frente do peito, bloqueando a seta mortal lançada traiçoeiramente pelo oponente. Os três investem contra a escuridão que agora era iluminada por tochas de seus inimigos. 3 goblins, criaturas asquerosas, pequenas e imundas, com atitude e aparência repugnante que eram os prováveis bandoleiros que atacavam os viajantes.
(sempre goblins... é como o chaves, nunca perde a graça...)
O combate se segue, Kavenagh investe contra o primeiro oponente que surpreso não consegue resistir a superioridade das técnicas de combate do mesmo. Sam e Will demonstram as táticas aprendidas nesses anos de treinamento ao deixar o Jovem Sam como combatente defendendo e dando cobertura para a pontaria das flechas do Jovem Will.
Os goblins não se intimidam com a perda de seu companheiro e investem em direção a Sam que se vê em problemas. Após a troca de alguns golpes Will Acerta um flecha certeira em um dos goblis, mas ao mesmo tempo em que ele alveja seu companheiro Sam com uma adaga, certeira no lado esquerdo de seu estomago.
Kavenagh investe furiosamente contra as traiçoeiras criaturas os goblins se vem apavorados com tamanha fúria e tenta fugir, sendo que o goblin já alvejado acaba tendo seu braço decepado pela espada longa de Kavenagh.
O ultimo inimigo foge desesperadamente atrasando seus perseguidores com diversas armadilhas pelo caminho como alçapões com estacas ou bestas que disparam ao movimento, mas todas superadas pelo destemido Kavenagh que parece prever todos seus movimentos enquanto persegue o goblin que é capturado inconsciente.
Os três jovens comemoram a vitória e amarram o ferimento do amigo em compressas, planejando então voltar com o prisioneiro. Eis que das profundesas da caverna ouve-se o som de uma enorme porta abrindo-se. Os guerreiros acendem suas tochas e as lançam em direção a escuridão, revelando a apavorante figura de um velho ogro com mais de 3 metros de altura.
O ogro avança ruidosamente esbravejando pragas em goblinoide contra os combatentes. Will vendo aquela figura saca sua espada e investe irresponsavelmente, mesmo após os avisos de Kavenagh. Em resposta o Ogro balança seu tacape, arremesando com um golpe potente Will a mais de 3 metros de distancia. O jovem se vê estirado no chão com duas costelas quebradas. Kavenagh decide então proteger seus companheiros combatendo o monstro frente a frente com sua fiel espada e escudo. Seus esforços mostram algum resultado, mas o ogro realmente é um oponente formidável. Seu companheiro Sam se apavora com a presença daquele monstro e tenta alvejá-lo com uma adaga, mas o ferimento o atrapalha, fazendo quase acertar Kavenagh. Ataca Sam que inutilmente tenta responder com sua espada longa, sendo lançado a distancia também, como um mero brinquedo.
Eis então que a lenda começa, vendo no ogro uma abertura graças ao prazer de ter acertado aquele ataque, nosso herói rola por entre as peras do Ogro e acerta um golpe certeiro na parte superior traseira da coxa da criatura, fazendo o monstro urrar de dor e investir ruidosamente contra o herói. Mas era isso o que ele esperava, aproveitando do descontrole do velho ogro para dar um derradeiro fim a sua existência com um golpe certeiro em seu pescoço.
(ele tava meio velho mas ainda assim era um ogro...)
Com essa desesperada vitória os cambatentes confiscam todos os objetos roubados da caverna do Ogro e levam o prisioneiro goblin para a milícia local par interrogatório.
No caminho para casa encontram uma comitiva levando um emissário importante vindo direto do reino mais poderoso de toda Toril. Diretamente da cidade fortaleza de Otto, regida pelo Corajoso duque Charles irmão mais velho do conde David. A comitiva lhes oferece escolta e tratamento de emergência para os feridos
Após o tratamento de seus companheiros Kavenagh decide descansar após tal aventura sendo acordado logo cedo no outro dia para uma cerimônia especial. Toda a cidade estava presente, sendo que seus companheiros já o aguardavam em um pequeno palco acompanhados de um altivo cavaleiro em armadura de ferro escurecido ostentando um símbolo sagrado da igreha de St. Cuthberth, o deus da retribuição.
O cavaleiro conhecido como Haldor, faz uma menção honrosa aos três heróis que livraram a cidade da ameaça de tais bandoleiros e do poderoso ogro. Kavenagh ganha então sua alcunha de “Mata-Ogro” e como premio recebe um dos tesouros da caverna da criatura, uma manopla de aço incrustada com pedras preciosas, uma obra prima digna de admiração, em adição, recebe a promoção para capitão da guarda, agora braço direito de seu pai, antigo detentor deste titulo que até então era vago.
(essa manopla ainda vai dar o que falar... aguardem...)
Com o fim da cerimônia Kavenagh me foi apresentado, eu Lucius o expliquei a minha presença e o que o aguardava para os próximos dias, uma missão especial, digna de um grande guerreiro como ele, mas isso fica para um próximo conto, pois a lua já desce no céu estrelado e todos têm uma longa jornada amanha. Se estivermos vivos até a próxima fogueira, poderei lhes contar um pouco mais da coragem e sagacidade deste homem para aquecer seus corações...
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